15 de fevereiro de 2009

Vale

A noite cai pesada sobre o vale abandonado,
De vida e de esperança desprovido.
Em ti corre água salgada,
Mais água que seca a terra
Onde outrora nascia vida.

Vale despido, quanta pena de ti tenho!
Tu és eu.
Porque te mato eu assim?

O sol que emanava alegria
É agora sinónimo de inveja.
As borboletas que te adornavam
Repousam, como manto, no chão…!

És um defunto cemitério
De gente descontente.
Onde não se vive
E não se sente.

De sonhos desprovido!
Por cobiça destruído!
Oh, mundo corroído!

2 comentários:

Anónimo disse...

Gostei muito. Força, continua.
Bjs.

Anónimo disse...

Olá!
Interessante!
Ainda tem tempo para mais esta actividade?
Parabéns!!! Venham mais "leituras"...
Beijo.
Rosário

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