15 de março de 2009

A eterna viagem

Passos brandos ecoam
Nas enseadas da tua existência.
Passos graves de morte
Perseguem cada pensamento teu.

Os sonhos abandonaram a tua realidade,
Que há muito te tinha abandonado.
Perguntas-te quem és, mas não o sabes!

Há demasiados invernos, nus e frios,
Que anseias Primaveras quentes, e contentes,
Porém não apareceram e
Abandonaste, assim, a esperança.

Temes errar na decisão da tua vida,
De não dares tempo suficiente
A ti mesmo para mudar.

Ignoraste esse teu medo,
O murmurar da pequena e eterna esperança.
Optaste por partir para o precipício da vida.

O tempo escapou para o infinito
Durante a tua queda.
Depois parou.
Agora a tua imagem é eterna,
Aquela imagem que te perturbou.

Uma melancólica memória substitui agora
O teu espaço,
O teu tímido olhar amigo,
O teu sorriso pálido.
Os teus sonhos perderam-se na vastidão do espaço.
Assim como os sonhos que pensavas não ter.

A nós, ainda aqui, restam-nos
Lágrimas de saudade e culpa.
Dávamos agora tudo para não partires.
Cobriram-se de morte os nossos pensamentos.

O tempo não dá tréguas, ao contrário da vida.


Sayonarai...Ikiteku koto tsurakunatte ... Dare ka atashi wo tsukete kudasai...

2 comentários:

Anónimo disse...

Belo..., mas permitam-me uma pequena observação: não será "Há demasiados invernos..."? O grande dilema: verbo haver = existir ou contracção da preposição + artigo, e por isso, neste contexto, "aos".E também "dáva-mos" (dávamos).
Perdoem-me, mas "uma vez professor, sempre professor" - tradução livre de uma expressão inglesa que não me atrevo a escrever com medo de errar.
Parabéns! Rosário.

Anónimo disse...

Sara, traduz, por favor, o que está em Japonês. :)
Continuem, força!
Bjs

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